sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

BANG | TÁ INCOMODADO? ESCREVA UM BEST-SELLER

     Uma das polêmicas mais recentes na internet é os livros dos youtubers (quem faz vídeos para o Youtube). E, claro, tem opinião para todos os gostos: a favor, contra e aqueles que não estão nem aí. Mas, antes de julgar, vamos pensar um pouco no assunto?




     Em uma entrevista para a Folha de São Paulo, Kéfera Buchmann, youtuber e autora de Muito Mais que 5inco Minutos, disse, para aqueles que criticam seu livro: "Meu recado é: 'Tá incomodado? Escreva um livro que você considere incrível e publique, ué! Quem sabe vira best-seller e você pode parar de apontar dedos pra quem já é?'" Esse comentário foi o que eu precisava para escrever esse post. Não quero que fique muito cansativo, então vou tentar ao máximo simplificar tudo o que eu disser. 
      Um livro de um youtuber é muito mais que "só mais um livro". Primeiro que, antes de ser lançado, já podemos vê-lo na lista de best-seller, afinal, a divulgação dele não poderia ser melhor. Imagine alguém que você assiste semanalmente e admira muito publicar um vídeo dizendo que escreveu um livro e ele está em pré-venda. Você não se sentiria tentado a comprar? Pois é, a editora pensa nisso também. Então se ela recebe a proposta de publicar um livro que de certeza será best-seller, por que ela iria negar?
     Mas, calma lá, não é por causa disso que o livro seja ruim ou que não valha a pena ser lido. Talvez ele seja o livro que vai mudar sua vida, mas esse não é meu ponto. Para ser sincero, não tô nem aí se o livro vende ou não vende, se as pessoas gostam ou não gostam. Mesmo me sentindo incomodado com a hipocrisia que esses livros possam apresentar, não sou o público deles. E ponto. 
     Agora, pensem comigo: suponhamos que eu tenha escrito um livro contando tudo o que eu aprendi com a vida, uma editora publicaria? Talvez ela nem analisaria. Ok. Vamos mexer um pouco os pauzinhos: suponhamos que eu, que tenho um canal com milhões de inscritos, tenha escrito o mesmo livro contando tudo o que eu aprendi com a vida, uma editora publicaria? CERTAMENTE! Mas, respondam-me com sinceridade, o que uma pessoa de 15 anos tem para contar sobre "o que aprendeu com a vida"? É realmente por causa desses feitos que ela conseguiu publicar um livro? Ou será que tudo foi resumido exclusivamente ao lucro? (Salvo exceções de pródigos etc.)
     A editora precisa de dinheiro para comprar o direito de publicar algum lançamento internacional, ou para pagar seus funcionários, ou para pagar a gráfica, não importa. As editoras também são uma empresa e querem lucro.
     Cada vez mais vemos esses livros à venda e poucas revelações nacionais ganhando destaque. Já não é novidade que o argumento "os livros nacionais são muito ruins, nenhum presta" é falso e puro preconceito. Autores como Gustavo Ávila (O Sorriso da Hiena), Paula Pagliarini (O Segredo dos Elfos), Maurício Gomyde (Surpreendente!) e Raphael Montes (Dias Perfeitos) estão aí para provar que a literatura brasileira contemporânea é muito forte.
     E por que continuamos sem dar apoio para NOSSOS autores? Por que as editoras estão mais preocupadas em divulgar livros de quem é conhecido? Por que os novos talentos não ganham destaque? A resposta para essas perguntas não faz sentido.
     Para quem ainda não entendeu: não estou criticando a qualidade dos livros dos youtubers, eu nem ligo, na verdade. Estou preocupado com o que estamos fazendo com nossos novos autores (nada). Estou assustado por conhecer um mundo editoral onde o dinheiro é mais importante do que o próprio livro. 
     Então, Kéfera, estou incomodado, sim. Que pena que escrever um livro e publicar não é nada simples, principalmente para autores novos, sem nada além do seu original para apresentar. Quem sabe se as editoras dessem mais crédito a esses autores, eles poderiam realmente ter seus livros na lista dos mais vendidos. Mas enquanto isso não acontece, precisamos chamar a atenção das editoras.

     Quero saber a opinião de vocês sobre esse assunto. Comentem aqui, debatam com um amigo, entrem em contato pelo Twitter, reclamem com as editoras. Não importa, mas façam. O Brasil precisa disso.

(Extra) Um projeto

     Pensando nisso tudo, decidi fazer um projeto (ainda sem nome) que consiste em ler, ao menos, um livro nacional por mês (a partir de fevereiro). Até quinta, divulgarei mais detalhes aqui.

20 comentários:

  1. Cara, sou seu fã! Acho que já disse! E você ainda quer me perguntar por que desejo tanto que continue com isso aqui?
    Acho seus argumentos muito inteligentes e coerentes. Eu realmente concordo!
    Me assusta ver essa preocupação com o lucro e o pouco cuidado com a literatura porque, verdade seja dita: uma pessoa pode me dizer que "é um tipo de livro para jovens, jovens gostam". Eu digo que esses livros são os tipos de livros que deixam o publico infanto juvenil alienado, querendo, muitas vezes ser o que aquelas pessoas são, pensar da mesma forma ou simplesmente não pensar. Não acho válido. Esse tipo de coisa feita em canal acho OK, mas lançar um livro sobre isso, sinceramente. É um verdadeiro BBB literário, feito por pessoas que não tem nada relevante para contar, mas que contam apenas por ter um pouco de sua vida exposta em um canal de sucesso.
    Não dá para mim.

    Abraço.

    Diego, Blog Vida & Letras
    www.blogvidaeletras.blogspot.com

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  2. Oi, Alfrêdo. Como a maioria dos espectadores da Kéfera Buchman li o livro e gostei bastante do que vi. É perceptível o humor da autora na escrita e é bem legal para quem assiste acompanhar um pouco mais das experiências da YouTuber. Porém, concordo plenamente com você sobre a questão do lucro, uma vez que ambas as partes - autora e editora - publicam um conteúdo em busca de retorno lucrativo. Nosso país possui uma vasta rede de autores que merecem destaque, precisamos sair da zona de conforto que as editoras nos apresentam, sempre com Paula Pimenta ou Bruna Vieira, sem desmerecê-las, pois também são autoras nacionais e se conquistaram o auge é porquê possuem conteúdo. Mas, outros autores são "chutados" por conta da preferencial estrangeira editorial sob os livros. Gustavo Ávila me surpreendeu com O Sorriso da Hiena, Maurício Gomyde proporciona ótimas histórias desde A Máquina de Contar Histórias, assim como o Raphael Montes com Suicidas, Dias Perfeitos e O Vilarejo. Sejamos mais brasileiros!
    *Participação no projeto mais que confirmada!

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  3. Oi Fredo!
    Estou aplaudindo de pé o seu texto!
    Super concordo com você em tudo. É muito triste ver que as editoras prezam mais o lucro do que a qualidade e assim vemos diversos autores incríveis sem oportunidade para o reconhecimento que merecem. Espero que eles mudem isso logo e o mercado literário nacional seja maior e mais conhecido.
    Parabéns pelo texto.
    BJs!


    http://blogquerida.blogspot.com.br/

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  4. Saudações! Gostaria de contribuir com uma semente de polêmica nesta postagem rs, e esta diz respeito ao tão temido "lucro". Olha, o Brasil fechou 2015 com a maior alta de empresas da indústria e do comércio decretando falência nos últimos 10 anos (segundo relatórios da Serasa Experian), e as projeções para o mercado literário também não estão assim ao máximo do otimismo. Cosac Naify faliu, lembram?

    Então, penso que literalmente não estamos em um bom momento (econômico/político) para sermos assim tão críticos com este 'reaquecimento' do mercado das editoras. (In)felizmente, é necessário que hajam Keferas, Jardins Encantados e Padres Marcelo para que haja sobrevida das casas publicadoras, e também alguma esperança para os novos empreendedores do segmento (vide Editoras como a Charm, Pendragon, Young, Outubro, Contíguo, enfim). Querendo ou não, é necessário que haja esse mercado para que o sonho de muitos de nós, aspirantes a escritor/blogueiro//jornalista/designer/revisor/profisisonal de marketing etc, eventualmente se realize.

    Claro que há um funil de oportunidades, mas esta infelizmente é uma condição de todas as áreas do conhecimento, não apenas da literária. Então, precisamos entender como cada "mundinho" desses funciona e encontrar estratégias de inserção em cada um deles - ou, simplesmente, criarmos nossa 'revolução' em nossas próprias redes de contato e relacionamento, e a elas dedicarmos o nosso melhor e sermos felizes assim.

    Agora, quanto ao conteúdo dos bestsellers... Bom, em um país onde milhões assistem Big Brother, outros tantos pertencem ao fã clube do Porta dos Fundos e da Anitta, e um outro número ainda maior dá audiência e participa de discussões políticas sem fundamento no Facebook, olha, sinceramente, não acho a Kefera o único ou o pior dos problemas...

    Como reverter isso? Que tal não clicarmos nos videos dessas pessoas quando nossos amigos de escola e faculdade comentarem sobre a última "polêmica" que o youtuber fulaninho publicou? Que tal divulgarmos nossos blogs e os blogs das Editoras para os amigos que preferem gastar seu tempo escolar panfletando em manifestações e brigas de rua? Etc etc...

    Toda mudança começa em nós mesmos. E se estende para os que estão à distância de um abraço ou de um texto. Mas... e quanto ao "coletivo-dos-milhões"? Bom, sabemos que tudo passa, envelhece e perde o sentido. E recomeça. Que possamos então fazer o nosso melhor para que os novos recomeços sejam um pouco menos... medíocres. Quem sabe não conseguimos? :)


    Um abraço a todos,
    Rebeca

    http://blogpapelpapel.blogspot.com

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  5. Nossa, eu estava comentando esses dias com a autora Débora Mattana (Anseio) sobre a valorização da literatura nacional, nós autores precisamos estar preparados para buscar nosso espaço e por mais que muitos leitores gostem do nosso trabalho precisamos lidar com o preconceito daqueles que consideram que os livros nacionais são ruins e que não vão comprar nossos livros. Ainda que existam contratos com editoras, é difícil ganhar destaque dentro da mesma, é um caminho complicado que precisa ser percorrido com o maior cuidado. Não assisto a Kéfera e não li o livro então não vou falar sobre ele, mas a parte que me entristece é que dentro de uma editora ela terá mais espaço que autores nacionais que não são conhecidos publicamente, que estão começando uma carreira e que também tem belas histórias para contar.

    Concordo plenamente com a sua opinião e fiquei muito feliz ao ser citada. Sim, eu tive oportunidade de publicar meu livro, a editora acreditou no meu trabalho e sou muito grata por isso, mas foi só. A caminhada de um autor nacional, ou pelo menos a minha, é solitária e só contamos com a ajuda dos leitores que gostam do nosso trabalho e o recomendam para outras pessoas e mesmo os que tem críticas construtivas são muito bem-vindos para que sempre seja possível melhorar e aprimorar a escrita ou as histórias, mas é um fato que autores conhecidos/pessoas conhecidas tem um espaço muito maior dentro de uma editora do que autores novos ou não tão conhecidos que estão acreditando neste belo sonho de se tornar um escritor.

    Abraços a todos,
    Paula Pagliarini

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  6. Acho que nem preciso falar muito aqui considerando o que já conversamos no Twitter, não é mesmo? Eu adorei o texto e achei ótimo você ter trazido esse tipo de debate a tona, ainda mais depois de tantas discussões aqui e ali sobre isso. Sem contar a bela iniciativa com o projeto de ler livros nacionais todo mês, espero que ele se firme e venha aí para ajudar a dar mais espaço aos tão bons autores que temos por aí e talvez estejam no anonimato ainda. Morri de orgulho <3

    Hels, The Blue Blog

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  7. Oi, amei o texto completo! E a opinião, acho q sim esses livros podem ser do gosto de algem, mas enquanto as editoras vizarem so o lucro nao teremos a devida visibilidade dos autores nacionais!

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  8. Aplaudindo demais isso aqui! Postagem muito bem escrita, onde você defendeu seus argumentos sem insultar ninguém.
    Ao contrário da amiga acima, não me contendo de ver o mercado sendo aquecido com livros como este. Sobre os livros do Padre Marcelo...nem se compara, né?! O nicho dele é bem específico, religioso, e contribui para o crescimento humano....agora Kéfera? A garota do Picasso? Oi?
    Como disse o Diego, isso está contribuindo na formação da personalidade de jovens alienados...nada mais, nada menos.
    Se as editoras concentrassem todos os seus esforços fazendo um trabalho de marketing pesado em cima dos nossos autores nacionais, o cenário seria bem diferente e bem mais promissor! Apesar do momento em que nos encontramos, tenho fé que dias melhores virão!!!

    Beijo, Fredoo! ♥

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  9. Você conseguiu expressar tudo o que eu penso sobre esse assunto. Infelizmente a realidade é essa: novos escritores tem que ralar muito para conseguir alguma editora, senão, pagam do próprio bolso a publicação de seus livros. Esses livros de youtubers não são meu gênero, mas é triste olhar o que virou o mundo editorial, partindo do fundo de que só publicam porque sabem que irão vender. Espero que essa febre passe e, como eles prezam o lucro, que usem esse dinheiro com mais "sabedoria", pois há tantos talentos pelo Brasil afora esperando uma oportunidade e nós leitores, esperamos por eles.
    Beijo*
    http://a-literary-love.blogspot.com.br/
    http://umminutoumlivro.blogspot.com.br/

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  10. Olá Alfredo , muito coerente e coeso seu texto , porem não trás a tona toda a verdade falo isso com total conhecimento de causa, sou supervisor de uma rede de livraria , fiz em novembro um evento com 12 autores nacionais de uma só vez , farei agora nos dias 05 e 06 de março novamente 2 eventos somente com autores nacionais , serão mais 15 ao todo..ou seja as editoras , as livrarias e sim muitos leitores ( digo leitores reais ) dão o espaço , o valor e o reconhecimento aos autores nacionais sim...acontece que estas 3 vertentes juntas não é e nunca serão suficientes para "bater" o volume de vendas e fãs dos youtubers.....que com seus livros "best selers" mantem o setor editorial e varejista com crescimento...por isso faço também eventos com youtubers e não sei se felizmente ou infelizmente estes eventos lotam e vendem muiiittooo...de qualquer maneira um adolescente de 11 , 12 anos sendo apresentado a literatura ( mesmo que de youtubers ) pode ser uma porta para um bom leitor no futuro....pode virar habito e vicio....que bom seria né ?? Bom..fica u[algumas dicas para ler de autores nacionais : Afonso Solano , Rapahel Draccon, Carina Ricci , Paula Pimenta , André Vianco , Eduardo Spor , Acacio Brites, entre outros...ah todos estes fiz evento com sessão de autógrafos em nossa loja nos últimos 3 meses !!!

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    1. Oi, Raul! Tudo bem? Entendo seu ponto de vista e concordo com quase tudo sobre ele. Primeiro, acredito, sim, que eventos são realizados com autores nacionais e que uma boa parte do público adore isso. Entretanto, meu ponto é: preciso de autores nacionais NOVOS do mercado, sendo exibidos e divulgados, assim como os que você citou e assim como os youtubers.

      Também tenho consciência de que adolescentes e crianças entrem no mundo da literatura pelos livros dos youtubers, mas, na posição de adolescente, QUE TAMBÉM ASSISTE VÍDEOS NO YOUTUBE, defendo que muitos deles alienizam e fazem o público pensar de apenas uma forma. Sinceramente, não confio nessas mudanças todas prometidas por esses livros... muito pelo contrário, sinto que eles estão atrasando cada vez mais o jovem, ironicamente, pois todos sabem que livros são primordiais para o conhecimento.

      Agradeço seu comentário e fico feliz que você tenha o papel de unir leitor/autor. Gostaria de poder ir em um desses eventos ;)

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  11. Fredo, tudo bem?
    Li o livro da Kefera por pura curiosidade, não sou fã nem hater dela, só gostaria de saber o que ela tinha a me oferecer. Eu não lico livro com expectativa nenhuma, pois já assisti aos seus vídeos e não passam de uma menina falando sobre coisas que vem a sua cabeça. Não gostei nenhum pouco da escrita dela e nem das suas "histórias de vida".
    É realmente uma pena que as editoras estão fazendo com a nossa cultura. Estão publicando qualquer coisa por simples poderes aquisitivos. Tenho até medo de ver onde isso irá parar. :/
    Beijos, http://lendocomabianca.blogspot.com

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  12. Fredo, concordo em gênero, número e grau com absolutamente tudo o que disse.
    Algo que acrescentaria é o preconceito que os leitores têm com o novo, principalmente se esse novo for made in Brasil, mas das editoras também, em abrir espaço para algo que para eles pode não ser tão rentável (a droga do capitalismo). Essa é uma ótima bandeira que temos que levantar em prol de nossos autores que não "nasceram best-sellers".
    Bjs*.*
    MaH

    O que disse, Alice?

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  13. Oi Fredo!
    Seu post ficou ótimo! Antes desse post, eu já estava pensando em abordar esse assunto lá no blog e agora o farei com certeza. É muito triste ver que o dinheiro está acima do talento, pois sei conheço vários autores nacionais que merecem seu espaço no mercado literário tamanho é seu talento.
    Achei seus argumentos válidos e concordo. Parabéns pela iniciativa!! :)
    Beijos,

    versosenotas.blogspot.com.br

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  14. Cara, meus parabéns. Arrasou no post!

    Realmente, as pessoas não fazem ideia do que é escrever - e publicar - um livro. Estou há três anos no processo de escrita e publicação do meu primeiro romance, Antes de Casar, e tenho sentido na pele as dificuldades de chegar aos leitores.

    Particularmente, achei que ESCREVER foi a parte mais fácil. O difícil veio depois. Leitura crítica, revisão, registros, ilustrações, capa, documentações caríssimas, diagramação, impressão, marketing, mídias sociais, evento de lançamento, material de divulgação, etc. Ser escritor no Brasil é como ser uma empresa completa, sozinho. E olha que pra mim, que sou publicitária e atuo com redação e direção de arte, a coisa ainda foi mais fácil, pois pude fazer grande parte do trabalho por minha conta.

    Parabéns pela sua iniciativa, tenho certeza de que será um sucesso. Eu já estou fazendo parte da campanha!
    A propósito, obrigada pelas recomendações. O Raphael Montes eu já conhecia, mas os outros autores ainda não li. Já coloquei na lista do "Quero ler" do Skoob! hehehe.

    Abraços.

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    1. Esqueci de comentar. Uma grande editora nacional QUIS publicar o meu livro. Aprovou meu original, me deu um selo bacana, de novos talentos e tal, meus olhos se encheram de lágrimas com o "reconhecimento"... mas aí eu tinha que comprar um mínimo de 500 exemplares, o que dava um total de 14 MIL reais. Além disso, eu não ia receber nada com a venda dos demais exemplares. Ficaria tudo para a editora. Ou seja. Não, né?

      Além do que, se eu tivesse 14 mil reais dando mole, eu não precisava de editora, né?
      kkkkkkk

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  15. Hahhhh que ideia maravilhosa.
    Já li Raphael Montes, Mauricio Gomyde, Babi Dewet, Paula Pimenta e etc e adoro!!!!!

    Uma pena que seja assim, mas podemos mudar isso né... E essa sua iniciativa é muito interessante e oportuna.

    Eu gostaria de participar, mas no momento estou em abstinência de livros,porém vou fazer resenha de Surpreendente que foi minha recente leitura e amei muito.
    Pode ser que nem todo mês eu resenhe, mas vou encontrar uma forma de divulgar os colegas, vou dar um jeito, fazendo sugestões, por exemplo.

    Ahhh e sobre a Kéfera é com ela e o público dela, não me importo e nunca compraria o livro dela, nem de graça socooorrro --- a não ser que fosse literatura legítima, depois de uma evolução - porque esse livro dela tá longe disso.

    Depois da bola fora que ela deu sobre o feminismo affff perdeu minha total simpatia.
    Bom é isso. Já é!

    xoxo



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  16. Cheguei no seu blog por acaso e já me encantei com essa postagem, só verdadades.
    Gosto muito de assistir vídeos no youtube, são divertidos, mas essa questão de eles ter mais oportunidade para lançar livros não me agrada nada. Tem tanta gente soando a camisa para colocar no papel uma ideia criativa e mesmo assim não tem nenhuma oportunidade com as editoras, enquanto uma menina de 15 anos por ter um canal no youtube com zilões de inscritos passa na frente sem ao menos ter um conteudo de qualidade para publicar, lamentável. Eu tenho muita vontade de escrever um livro, mas só em pensar nas dificuldades que é para conseguir uma chance de publicar já fico até desanimada em escrever. A verdade é que pouco importa a sua criatividade para criar histórias, as editoras estão mesmo interessadas no que temos para oferecer.
    Se me permite irei abordar esse tema lá no meu blog também e marcarei sua postagem.
    http://meiosentimental.blogspot.com.br/

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  17. Falou tudo, jovem!
    Eu não tenho nada contra esses autores youtubers, acho que quem gosta de ler em alguma momento já desejou escrever um livro e publica-lo. O problema são as editoras (algumas, não todas), a impressão que da é que elas estão mais preocupadas em lucrar do que acabar com essa imagem que o Brasil tem que de livros nacionais são ruins.
    É uma pena isso. Mas eu adorei o seu texto, que mais pessoas tenham coragem de se expressar dessa forma.

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  18. Olá, Alfredo!
    Eu sou uma das que fica meio em cima do muro em relação a esses livros e gostei muito da reflexão que você proporcionou. Gosto bastante dos vídeos da Kéfera e, se ganhasse o livro dela, leria com prazer. Mas não compraria. Não é algo que MEU DEUS PRECISO LER, mas acredito que ela possa ter ajudado alguém com sua obra.
    Agora, em relação ao seu texto, de fato é muito mais fácil para alguém conhecido publicar uma obra, mas vejo que existem diversas editoras (menores, é verdade) que super apoiam os autores nacionais e até mesmo vejo alguns dos "nossos" em editoras grandes e se tornando tão famosos quanto youtubers.

    Beijos,
    Kemmy - Duas Leitoras|Vem participar da resenha premiada e top comentarista de abril ♥

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